Vaccarezza: Paixões eleitorais não podem influenciar votações do Plenário

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Cândido Vaccarezza, líder do Governo na Câmara dos Deputados

“A eleição é necessária na democracia, mas este é um ano passional e de disputas que podem levar um ou outro a passar dos limites” – Cândido Vaccarezza

Por Marcello Larcher – Jornal da Câmara

Para o novo líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), a prioridade neste ano será não deixar as paixões eleitorais serem transpostas para as votações do Plenário. Ele espera que a base aliada ao Executivo não caia na tentação de antecipar o pleito em disputas com a oposição

O deputado pediu ajuda aos companheiros de partido e aos aliados do governo, e disse que espera compreensão em seu novo papel. Ele assume após liderar o PT em 2009 e alerta que as duas funções não podem ser confundidas: como líder do governo, sua função será encaminhar as posições do Executivo, e não necessariamente as de um partido. Num governo de coalizão, com o apoio de vários partidos e de uma grande bancada, ele se define como “um deputado da base aliada”.

O ano eleitoral pode atrapalhar a votação de propostas do governo?
A eleição é necessária na democracia, e não nos atrapalha, mas este é um ano passional e de disputas que podem levar um ou outro a passar dos limites. Da minha parte, vou me esforçar para não trazer as paixões eleitorais para esta Casa, e já conversei com os líderes da oposição nesse sentido.

Os projetos do pré-sal devem ser aprovados como programado, ou é possível que a oposição atrase o processo?
Espero estar com tudo votado logo depois do Carnaval, porque esse trabalho já vem sendo feito, e será uma conquista importante. Se houver obstrução, vamos votar e esse é um recurso natural que a oposição usa e que nós respeitamos. O meu esforço será pelo diálogo, não pelo confronto.

Quais são as outras prioridades do governo para este semestre?
Temos muitos projetos de interesse social e que a população espera ver aprovados, como o PL 3891/08), que cria a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab); o projeto das agências reguladoras (PL 3337/04); e a extensão da banda larga de internet (PL 1481/07), além das medidas provisórias, que a Câmara precisa aperfeiçoar.

Ainda há espaço na pauta para temas como a reforma política?
Nós defendemos uma reforma política com revisão da Constituição, e se houver acordo por aí vamos participar. Agora, quanto a pontos específicos o governo não deve se manifestar, como o projeto da Ficha Limpa (PLP 518/09), por exemplo; não vamos encaminhar nenhum posicionamento sobre o tema, que diz respeito ao Legislativo.

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