O líder do Governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse há pouco que o vazamento de dados fiscais de integrantes do PSDB “não é assunto da campanha de Dilma [Rousseff]; é assunto da campanha de [José] Serra, que é de baixo nível”. Para Vaccarezza, a imprensa pode ajudar a apurar o vazamento de sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB, identificando o procurador que pediu os dados à Receita.
O deputado lembrou ainda que a quebra de sigilo de quatro integrantes do PSDB está sendo investigado pela Polícia Federal a pedido do PT. Disse ainda que a divulgação de dados sigilosos é crime e não se limita aos tucanos, pois há informações de que centenas de pessoas foram vítimas do delito.
“A PF tem de descobrir quem foi o bandido que fez isso, mas esse não é assunto de campanha”, reiterou o líder, citando índices econômicos divulgados hoje, como o salto do PIB per capita e o crescimento do emprego como os assuntos que o País deve discutir. “O Brasil tem agora respeitabilidade internacional e Dilma caiu no gosto do povo. Essa é a realidade com a qual Serra não contava. Ele se achava vitorioso, o suprassumo, antes de começar o debate eleitoral, por isso o desespero.”
Blocos - Perguntado sobre a possível formação de blocos partidários na próxima legislatura, o líder disse preferir esperar as eleições “para discutir as coisas concretamente”. Quanto à presidência da Câmara, afirmou que deve ganhar “a articulação que tiver a maioria da Casa”.
Acrescentou que o PT tem vários nomes, mas deve ser escolhido “aquele que tem condições de ganhar as eleições [entre os deputados]“. Sobre a possível candidatura do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou se tratar de “um bom nome, que tem experiência, mas tudo isso deve ser debatido após a eleição”.
Oposição – Questionado a respeito de um possível enfraquecimento da oposição no Brasil, Vaccarezza disse que essa é uma discussão mal posta. “Alguns segmentos vão se enfraquecer, e outros vão se fortalecer”, disse. “Essa linha truculenta de Serra, por exemplo, é a do desespero. É enfraquecida porque não tem apoio da população nem abre diálogo com setores do governo e nem mesmo da oposição. É diferente do que o [ex-governador de Minas] Aécio Neves está fazendo”.
Assessoria de imprensa da Liderança do Governo na Câmara dos Deputados.


Isso tudo é um oportunismo de um candidato que está amargando nas pesquisas e que até seus pares já reconheceram o seu fim. Uma baixaria de fim de campanha, já esperada por quem conhece o pessoal do DEM/PSDB.