A criação de 1.473.320 empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, um recorde na história brasileira, demonstra o acerto das políticas do governo Lula e, em especial as medidas tomadas pelo governo federal no combate à crise econômica que se espalhou pelo mundo no final de 2008 e que se refletiu durante todo o ano passado em praticamente todas as economias do planeta.
O Brasil está no rumo certo. Fomos um dos últimos países a sentir os reflexos da crise e um dos primeiros a sair dela. Temos um presidente responsável e atento aos movimentos internacionais, tanto na área econômica quanto na área política. Vemos que o crescimento de nossa economia foi retomado de forma sólida, afirmou o líder do Governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza.
Somente no mês passado, 212.952 empregos foram criados, o segundo melhor na série histórica. Só perdeu para junho de 2008, onde o Brasil gerou 309.442 postos. Nos últimos 12 meses, verificou-se a criação de 2.168.924 postos de trabalho, equivalente à expansão de 6,71% no contingente de empregados no País, que hoje tem 34.474.339 trabalhadores com carteira assinada.
Além do número recorde de empregos criados no primeiro semestre do ano, o Ministério do Trabalho, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgou também outra boa notícia: o salário inicial dos trabalhadores brasileiros aumentou quase 30% desde o início do governo Lula, ou seja, desde 2003.
Na comparação janeiro de 2003 a junho de 2010, o valor médio do salário de admissão saltou de R$ 635,85 para R$ 821,13, um crescimento de 29,14%. Apenas entre o primeiro semestre do ano passado e o deste ano, o salário médio pago a trabalhadores recém-admitidos aumentou 4,86%, passando de R$ 783,08 para R$ 821,13.
Os maiores aumentos de salário inicial ocorreram em Rondônia (quase 60%), no Piauí (mais de 55%), no Maranhão e na Bahia (acima de 46%).
Dos oito setores pesquisados pelo Ministério do Trabalho, seis atingiram níveis recordes de criação de emprego no primeiro semestre. O setor de serviços preencheu 490.000 novas vagas; a indústria de transformação 394.000; a construção civil 230.000; o comércio 144.000 e a agricultura 175.000. Foi no setor agrícola que o Caged registrou a maior taxa de crescimento do emprego no semestre – quase 12% maior do que a do período janeiro/junho do ano passado.
Acerto do governo Lula
O desempenho do primeiro semestre reflete as medidas tomadas pela equipe econômica do governo Lula para conter a crise, na opinião da economista Zeira Camargo, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Um dos setores que obteve maior crescimento foi a metalurgia, com 6% de aumento. “Esse foi um setor que mais sofreu com a crise e se compararmos o período de outubro 2008 (auge da crise) a julho de 2009 (começo da recuperação), quando perdemos 212 mil empregos, percebemos que já recuperamos o total perdido e há um saldo positivo de 2 mil postos.”
Para Zeira, a reação imediata do governo brasileiro foi fundamental para a recuperação. Ela citou a redução dos impostos para veículos e a chamada linha branca (geladeira, máquina de lavar). Outra medida importante foi a facilidade de crédito e o estímulo do governo. “Quando o presidente vai a televisão e pede para a população comprar, isso é muito importante”, diz.
O movimento sindical, na opinião de Zeira, também teve um papel importante na recuperação. “Percebemos o tamanho do problema e nos mobilizamos para reduzir os impactos. Propomos férias coletivas no auge da crise, banco de horas e, em muitos casos, as medidas adiaram as demissões ou até evitaram perdas de postos de trabalho”.
Assessoria do deputado Cândido Vaccarezza com agências noticiosas e dilmanaweb

