Para Vaccarezza, caso Battisti é “página virada”

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP), reiterou ontem, da tribuna, o apoio à decisão do governo brasileiro de conceder ao ex-ativista político italiano Cesare Battisti o status de refugiado político. O Congresso Nacional recebeu ontem a visita do vice-presidente da Câmara dos Deputados italiana, Maurizio Lupi. Segundo o líder do PT, Lupi tratou as autoridades brasileiras com respeito e deixou claro que entendia a posição do governo do Brasil.

Vaccarezza afirmou que o Governo Lula está zelando pela autonomia, pela autoridade brasileira e pela dignidade da nação. “O governo brasileiro não vai fazer o que quer o governo italiano, são duas nações autônomas, independentes, e o que nos rege aqui não é ideologia”, disse Vaccarezza, rebatendo afirmações dos partidos de oposição de que a decisão teria sido tomada por questões ideológicas.

“Todos temos conhecimento da tradição democrática do governo brasileiro. Não vamos servir aqui de algozes de nenhum cidadão por razões ideológicas. Condenamos os crimes comuns, o terrorismo, mas isso não está em questão. O que está em questão é que chegou aqui refugiado, vindo da França, um cidadão italiano que passou 10 anos exilado, acusado de crimes, com julgamentos dirigidos por posições não democráticas”, disse Cândido Vaccarezza.

O líder da bancada do PT conclamou os parlamentares, inclusive os da oposição, a considerarem a questão “uma página virada”. “Vamos discutir a crise, as medidas políticas que o Brasil precisa tomar, e apoiar o presidente Lula, que está colocando o nosso País numa posição privilegiada no mundo”, destacou Vaccarezza.

Após a decisão do governo brasileiro de conceder a Battisti o status de refugiado político, o governo italiano recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro pedindo a extradição de Cesare Battisti. A Corte decidirá se o italiano será extraditado ou permanecerá no Brasil como refugiado político. O Vice-Presidente da Câmara dos Deputados italiana, Maurizio Lupi, adiantou que respeitará a decisão do STF.

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