
Vaccarezza participou da reunião com o presidente Lula que definiu pela aprovação do reajuste de 7,72% para as aposentadorias e pensões com valor acima de um salário mínimo. Foto: Domingos Tadeu/Presidência da República

O encontro aconteceu no dia 15 de junho. Na foto, da esquerda para a direita: Erenice Guerra, ministra da Casa Civil; Cândido Vaccarezza, líder do Governo na Câmara dos Deputados; presidente Lula; Guido Mantega, ministro da Fazenda; Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais.

Presidente Lula pediu a avaliação de Vaccarezza a respeito da possibilidade de acordo no Congresso em torno de um eventual veto ao aumento de 7,72%. “Eu respondi que nenhum acordo na Câmara ou no Senado seria possível, pois esse reajuste foi uma decisão do Parlamento”. O líder do Governo na Câmara dos Deputados disse que todos os presentes na reunião concordaram com a sanção presidencial.

O presidente Lula consultou a equipe sobre maneiras de promover cortes no Orçamento para compensar a decisão que aumentará os gastos em R$ 1,6 bilhão. “O presidente reafirmou seu compromisso com a responsabilidade fiscal”, declarou Vaccarezza.

O reajuste dos aposentados que ganham acima do salário mínimo foi objeto de medida provisória, que previa o índice de 6,14% – resultado de um acordo entre governo e centrais sindicais. Deputados e senadores pressionaram por um aumento maior, o que levou a discussão para longas negociações patrocinadas pelo líder do Governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.

Vaccarezza, que foi o relator da MP, propôs em seu parecer um índice de 7%, sinalizado como possível pelo governo. Mas os plenários da Câmara e do Senado acabaram aprovando, em maio, os 7,72% que foram sancionados pelo presidente Lula.


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MIRIAM ALVES